Terça-feira, Dezembro 31, 2002
Vou postar agora, um poema que recebi de um ex-namorado que é um grande amigo. Ele me escreveu isso e eu achei muito lindo; é algo que merece ser lido por mais pessoas, tamanha a beleza.

DIAMANTE BRUTO

A vida tem infinitas belezas justamente quando não procurei as belezas desta vida surgiu você, diamante bruto linda, bela, brava........bruta

Meu Deus, que beleza e sabes que és bela
Meu Deus, que brabeza
Sua forca não é contida está em sua natureza
Diamante escavado da rocha em seu estado puro nunca foste de ninguém acho que nem meu foi, embora já tivessem encontrado

E vi tua infinita beleza e minhas mãos de carpinteiro resolveram te lapidar são minhas mãos, é o tempo que podem te transformar
És um diamante grande e minhas mãos resolveram cansar parei, pensei, conseguirei terminar ?
Conseguirei sim, resolvi voltar decepção, outro em meu lugar gritei, volta diamante !!!
Eu quero te carregar !!!

Mas não quero um brilhante pensando ser feliz noutro lugar
Quero um brilhante para eu carregar !!!
O que é saber amar ???
Amar não é só se entregar
Amar não é só falar
E eu não sei amar

Amar é simplesmente ... Amar !
Sonho um sonho distante de um dia o diamante voltar, mas será que no futuro conseguirei te encontrar ?
E por estar no presente
Resolvi me declarar !

Carol
12/31/2002 03:45:27 PM

Este seu olhar...
Quando encontra o meu,
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar.
Doce é sonhar...
É pensar que você
Gosta de mim,
Como eu de você!
Mas a ilusão
Quando se desfaz,
Dói no coração
De quem sonhou,
Sonhou demais.
Ah! Se eu pudesse entender
O que dizem
Os olhos seus...

Carol
12/31/2002 03:10:39 PM

Segunda-feira, Dezembro 30, 2002
Nossa, é tão estranho voltar a um lugar que a gente não vai há tanto tempo...Passei o final de semana na casa de uma amiga minha, um lugar onde estive há 10 anos atrás! Muia loucura! Depois escrevo contando.
Teve um festão de formatura, naquela praia, a qual entramos de furo! Bem, na verdade, depois conhecemos o dono da festa. Mas era só champagne, das melhores, 400 metros quadrados de toldo num jardim lindo! Uma pista de dança show, com direito a luzes coloridas, mesa com buffet de frutas, fumaça e um dos melhores DJs que conheço.
Enfim, uma festa inesquecível!

Carol
12/30/2002 10:24:00 PM

Sábado, Dezembro 28, 2002
...tá...tô indo...
Carol
12/28/2002 04:24:17 AM




Deixe-me continuar...
EI! EEEEEIIIIIIII!!!!!
Vocês acham que acabou? Só porque são 3 horas da manhã? Não, não...ainda tem mais...
Estou no último cigarro e continuo sem saber por que é que quanto mais no final do maço, mais eu apago cigarros que não chegaram, ainda, no fim? Deveria fumar até o filtro...Bem , só me resta mastigar gelo. Agradeço que não riam, nem pensem que sou louca. Tá, não é só o que resta...Ainda posso começar a tomar ansiolíticos, ou apelar para a gilete...
Continuando, além do computador Ter resolvido travar e Ter reiniciado, ainda fui abrir (pela milésima vez) o hotmail e tudo (aquilo que escrevi no outro post, sobre o coração e o cérebro, lembra? Não? Então vai lá ler, oras...) se repete...Mais um mail que não foi entregue e voltou...Quando é que isso acaba? Além de TODOS os empecilhos que já tenho nessa relação-unilateral-frustrada, ainda a internet não ajuda? Ninguém merece...
Calma, faltam tragédias, ainda...Caetano agora canta:

"Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
...
Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
...
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa
quando começa a pensar...¿


Tá, peraí...Pausa para trocar o CD.Pronto! Agora tá rolando um Santana Básico...Um problema a menos.
Só falta dizer que eu quase caí da cadeira, que minha cachorra começou a latir e acordou todo mundo, por nada...e...bem, acho que era isso...
Vou tentar (TENTAR...over and over again...), postar isso aqui e vou dormir.
Espero que, quem quer que tenha lido essa baboseira, não desista de mim assim, facilmente (não sei por que insistem em desistir de mim assim...) e voltem para ver se eu melhorei o conteúdo desse blog. Vou tentar, OK?

FUUUUUIIII!!!!!!!

E não pensem "já vai tarde..." Tenham paciência...Obrigadinha...

Carol
12/28/2002 04:15:07 AM

Ai, ai...Esse sistema de blog (blogger.com.br) é tão ruim que, quando tento postar alguma coisa e aparece o "publicando". Quando, eu disse quando, porque não é sempre que isso acontece, às vezes fico horas para essa porra aparecer...Mas QUANDO aparece, eu fico imóvel, tranco a repiração e tudo. É, porque às vezes aparece, eu penso que está tudo certo e...ERRO! Perco tudo que escrevi! Ou melhor, perdia, porque como eu disse antes, agora não escrevo mais diretamente ali. Já escrevo no word e salvo milhares de vezes, que é para não correr o risco. E olhem que eu gosto de correr riscos, heim? Imaginem se não gostasse!
Meus cigarros estão terminando, não fazem tele-entrega de cigarros a esta hora e, para completar... Caetano segue cantando:

"Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não o devia ter despertado
Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho certeza

...lá, lá, lá... você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora me diga onde eu vou
...
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água

Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a sua dureza
...
Um amor assim delicado
Nenhuma mulher daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
...
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito essa queixa"


Tá, Caetano que me desculpe, mas eu fiz uma "modificaçãozinha" (é...para a música ficar mais próxima ainda do que eu queria dizer a ele...). O que é isso? Modificaçãozinha?????? Já estou até assassinando o português...Digo, a língua portuguesa...É, o português eu AINDA não assassinei...Bem, don´t worry, não sou chegada à violência. Ainda! hihihihi...

AAAAAAARRRRRRRGGGGGGGG!!!! Agora ele tá cantando:

"Às vezes no silêncio da noite
eu fico imaginando nós dois
Eu fico aqui sonhando acordada, juntando
O antes, o agora e o depois..."


Ei, alguém tem alguma gilete, por aí? Para que eu possa cortar os pulsos! Acho que estou mudando de idéia, com relação à violência...Mas isso já está mais para auto-mutilação, né? Não conta...hehehe...Brincadeirinha...
Mas nem tanto.


Carol
12/28/2002 03:33:22 AM

Sabe o que é ainda pior do que esse blog ter virado o verdadeiro MURO DAS LAMENTAÇÕES (meu Deus, essa expressão deve ser a mais usada por aqui...)???
O pior é olhar no relógio, após ver um filme barato na NET (tá, eu sei...pelo menos aqui eu tenho NET...), verificar que são 1 e 30 da manhã e se dar conta de quanto tempo faz que não escuto a voz dele. Não, não...tem coisa ainda mais horrível...Lembrar que da última vez que eu escutei a voz dele, foi uma voz fria, com pressa (sim, ele sempre tem pressa). O último mail foi um mail que até aquele vizinho da prima da tia da irmã da sobrinha do cunhado...até aquele cara conseguiria escrever um mail mais carinhoso.
É, quem deve estar lendo isso agora, deve pensar: ¿e por que é que a Carol ainda fica mal com tudo isso? Não recebe nada do cara há horas...Já deveria ter se acostumado...¿. Não sei, realmente eu não sei. Não sei por que meu cérebro não consegue passar essa informação, mais rapidamente, ao meu coração. Eu também pensaria isso que escrevi (claro, senão não teria escrito...Gênio!).
Como é mais simples resolver o problema dos outros, né? Quantas e quantas vezes eu já não dei conselhos assim para os outros. Agora, quando o coração é da gente, parece que ele emburrece, diante de tais situações.
Eu me lembro de várias vezes que sabia qual direção tomar, mas insistia em dizer que estava confusa. Já disseram uma vez que, quando a gente percebe que está em dúvida sobre algum assunto importante, é porque na verdade já sabemos o que fazer. Já sabemos qual a nossa escolha. Mas não queremos aceitá-la.
É, assim tudo me parece mais razoável. E os motivos pelos quais eu não quero aceitar, eu já descrevi antes, mas dentre eles está o simples fato de que dói muito. A ausência do amor é cruel demais para que eu possa aceitá-la dessa forma.
Incrível, eu não sei explicar a razão de eu ter vindo até o computador, agora, ter esperado ele abrir a tela principal, ter aberto o explorer e ter esperado ainda mais. Aí, abri o hotmail e digitei username e senha, olhava a tela se modificar com o coração que teimava em bater mais forte. Meu cérebro falava tanto para o coração não ter esperanças, para ele não esperar encontrar um mail dele, para não desejar isso. É, meu cérebro ainda consegue ser razoável o suficiente para saber disso. Eu tentava me convencer disso, chegava a falar em voz alta; ¿pára com isso, Carol, sua estúpida...Ele não escreveu nada, ele deve estar dormindo há horas, ele não deve ter tido oportunidade nem tempo para escrever nada.¿. Quando vi que tinha uma mensagem nova, eu sabia que deveria ser mais um mail que eu escrevi para ele e que voltou, como tantos têm voltado. Eu sabia, juro que sabia...Então por que meu coração insistia, teimava em bater forte e esperar algo diferente disso? Não sei!
Esse lance de ter oportunidade...Isso é tão ridículo! As oportunidades não aparecem assim, sem mais nem menos. Nós temos que buscá-las, temos que fazer por isso. Como ele fez, há algum tempo atrás, quando esperava na frente de uma biblioteca, de manhã cedo, numa cidadezinha onde só nessa biblioteca ele conseguia acesso a internet. Como ele fez outras vezes também. Como ele não faz mais. E como eu sei que não faz.
Meu ex-terapeuta sempre me dizia que eu era ótima para identificar os problemas, para solucioná-los. Mas não conseguia agir, depois disso. Ficava paralisada; como estou agora. Paralisada de amor, de falta de amor próprio.
Bom, hoje ainda é dia 28. Tenho 3 dias, até o final do ano, para sair dessa letargia e conseguir entrar 2003 com melhores perspectivas.
Vamos torcer!

Carol
12/28/2002 03:16:36 AM

Sexta-feira, Dezembro 27, 2002
Bem, eu sei...já disse isso diversas vezes aqui n blog...Isso aqui não é o muro das lamentações.
Mas não posso evitar. Meu humor vacila muito. Aqui em Porto Alegre as coisas são tão diferentes. Minha vida não é mais essa. Tenho outras preocupações, outras perspectivas. Ainda adoro as minhas amigas, mas me sinto tão diferente delas.
Tenho uma vida que estou começando a valorizar e a apreciar, lá no Rio. Claro, os problemas existem, momentos difíceis, solidão...Mas aí olho pela janela, vejo o Cristo lá ao fundo. Vejo as coisas que conquistei, meu trabalho, meus novos amigos. Isso me anima e me dá forças.
Ele também me dava muita força. O amor que eu sentia costumava me preencher de uma maneira que não consigo explicar. Mesmo tão longe, mesmo sabendo que eu sempre estive em segundo plano, na sua vida. Pelo menos podíamos nos falar, nos corresponder. As palavras dele eram como um tônico fortificante, sempre que eu estava mal, lembrava do que ele me disse ou escreveu.
E eu seguia em frente. Me sentia mais segura, em relação à constante espera por um novo amor. A vida era mais bonita, enquanto eu o amava. Os dias de sol eram mais claros e a chuva me dava uma certa calma.
Agora, sinto um vazio. Um vácuo muito grande no peito, impreenchível. Todos os dias me parecem iguais. Não é só a ausência de amor que me aniquila. A ausência do cheiro dele, da voz dele. Eu sei, tá tudo guardado no coração. Se eu fechar os olhos e colocar aquele CD do Djavan que escutávamos, enquanto bebíamos vinho, ainda posso sentir a presença dele no meu quarto, ainda posso vê-lo na minha cama. E se for à cozinha, ainda me parece que ao voltar ao quarto ele vai estar lá, me esperando.
O problema é que, honestamente, eu já não quero mais isso. Dói muito pensar nisso tudo. Aquela gavetinha do meu coração está se fechando e eu só quero esquecê-la, para não sentir aquele vendaval de lembranças. Já não posso mais telefonar para conversar. Ele também já não telefona mais. Ele está se acostumando muito melhor a tudo isso. A realidade dele favorece isso tudo.
O pior foi quando eu li, naquele mail que ele me escreveu, que ele nem sabia se era amor; talvez fosse só uma paixão forte e passageira. . Eu digo "pior" porque ele tá me convencendo (e não só a mim, tá convencendo a si próprio) de que era isso mesmo. Eu o senti muito mais distante da última vez que falamos. Também me é insuportável saber que ele vai ler estas palavras e só o que vai sentir é uma leve melancolia, e vai pensar: ¿o que mais eu posso fazer? Já sabíamos que isso iria acontecer¿. Esse conformismo me mata! Fico com uma sensação de que se o tivesse amado mais, se tivesse lhe mostrado a magnitude do que eu sentia, poderia fazer com que mudasse de idéia, com que percebesse que fomos felizes demais e que poderíamos ser assim para sempre.
Sinto-me impotente diante disso tudo.
Já não posso (ou talvez não consiga) mais falar sobre isso com ele. Nem com ninguém. Não sei se é a distância física, mas não me sinto à vontade para ficar falando do que sinto nem com minhas amigas daqui do Sul. Parece que as estou importunando. Não me sinto mais tão próxima para isso. É, pode ser impressão minha.
E tem mais: nem escrever mails, para ele, eu estou podendo. Não sei o que houve com o e-mail dele, mas minhas mensagens estão voltando com aquele título de ¿Nondeliverable mail¿. Isso me mata. Me seca. Me confunde. Me magoa. Me destrói aos poucos.
Um dia, me falaram (ou li isso em algum lugar) que tem planos que a gente faz, que não deve comentar com ninguém, pois a não-realização deles pode causar decepção de mais de uma pessoa. Nesse caso, não sei se é decepção; se é essa a palavra que melhor se aplica. Não sei se me sinto (ou sentiria) decepcionada. Muito menos ele...Mas se eu não conseguir vencer essa tristeza que ele me causou, se não conseguir guardar tudo isso naquela gaveta e deixar o esquecimento a levar...Talvez tudo isso fique banalizado, sabe? É aquela coisa do ¿vou te esquecer, vou superar¿ e de repente eu não consigo, aí cada vez que eu falo isso, ele acredita menos. Ele pode me ver como uma fraca que não consegue superar os desafios impostos.
Então é isso: vou levando. Sem prometer que não ligarei, que não escreverei. A saudade tem uma força tremenda. Pode ser que ela me confunda ao ponto de me fazer voltar a trás dessa promessa.
Só queria pedir que, se ele lêsse todo esse desabafo, tentasse compreender o quanto me faz mal com a sua ausência, com o seu conformismo em me deixar triste, com a falta de mails e de telefonemas.

Ps- Eu postei uma música que me lembra muito de vc. E comprei um presente pra vc. Vc deve recebê-lo em janeiro, ainda. Desculpe, mas não pude evitar...

Carol
12/27/2002 11:57:57 PM

Talvez o silêncio
Nunca me perdoe
Por Ter dito que eu te amo
Sou vítima de mim mesmo
De minhas próprias frases
Minha própria consciência
Tenho procurado entender
A minha vida
Mas as conclusões a que cheguei
Não são nada conclusivas
Esperei o tempo necessário
Para compreender
Que na verdade
Não posso Ter você...
A vida é assim
Eu tenho que me acostumar
Os dias irão surgir
O sol irá brilhar aqui...
E hoje é o primeiro dia
Do resto dos nossos dias
E eu ainda espero por você
Entre e feche a porta
Tente me entender
Acalme-se e você vai ver
Que posso te olhar
E também posso te tocar
Mas não com o coração
E hoje é o primeiro dia
Do resto de nossos dias
E eu ainda espero por você
Entre e feche a porta
Tente me entender
Acalme-se e você vai ver
Os problemas que eu não tenho
Que crio na minha mente por você
Por você.

Carol
12/27/2002 11:15:46 PM

Tá...é isso aí!!!!
Tô bebum, e daí?
Eu sei que a Dé e o Leo vão ler isso aqui amanhã...Tô levemente bebum, mas tudo bem.
O Lobo_Mau que eu queria que lesse dve estar dormindo, já...
Por isso vou escrever essa música:...
tá...melhor escrever por mail...

Carol
12/27/2002 04:15:22 AM

Quinta-feira, Dezembro 26, 2002
Tomara que você volte depressa
que você não se despeça
nunca mais do meu carinho
E volte, se arrependa e pense muito
que é melhor se sofrer junto
que viver feliz sozinho

Tomara que a tristeza te convença
que a saudade não compensa
e que a ausência não dá pé

Que o verdadeiro amor de quem se ama
tece a mesma antiga trama
e não se desfaz
Que a coisa mais bonita
desse mundo
é viver cada segundo como nunca mais.


(Vinicius de Moraes)

Carol
12/26/2002 05:22:27 PM

"Quando penso em alguém, só penso em você..."
Mas isso vai mudar...Um dia...Espero...
Aguardem: Carol 2003 com muitas novidades!!!!!!!!

Carol
12/26/2002 05:07:06 PM

over and over again...
Carol
12/26/2002 04:57:33 PM

...tsc,tsc,tsc...
Carol
12/26/2002 04:35:11 PM

Só uma perguntinha...era para ser engraçado, aquele mail?
Carol
12/26/2002 04:31:20 PM

SÓ SEI QUE NADA SEI...PRINCIPALMENTE SOBRE COMO MONTAR UM BLOG!
NÃO FUNCIONA!

Carol
12/26/2002 02:27:52 PM

É engraçado...Xiii, preciso mudar esse início de frase, mas tudo bem... tô meio sem cabeça para pensar em algo agora...Continuando. Fui tomar um banho quente (aqui em POA tá meio estranho o tempo) e fiquei horas deixando a água escorrer e pensando na vida.
A vontade que eu tinha era que tudo aquilo que está me incomodando fosse junto com a água: ralo abaixo...Não sei bem lidar com essas coisas de gostar de quem não pode ficar comigo. Não consigo me acostumar. Essa falta de tempo, essa coisa de segundo plano...Não fui feita para isso.
Mas talvez seja assim mesmo. Eu preciso passar por isso para conseguir aprender.
Acho que sou meio louca, mesmo. Gosto de atenção...Tá, "louca" pode não ser a expressão correta. Talvez "carente" seja mais apropriado.
Nossa, 1 e meia da manhã e eu tô completamente sem sono! Acho que não me acostumo a ficar na casa dos meus pais, outra vez. Eu sei, eu sei...É só um tempinho, férias...Devo aproveitar as mordomias da mamãe.
Mas, me sinto meio que sufocada aqui.
Vou ver um filme e ver se o sono vem.
Té manhã.

Carol
12/26/2002 02:42:34 AM

Viu só, como sou esperta? Agora não escrevo mais no blog, diretamente...Escrevo no word, porque não corro o risco de perder tudo que havia escrito, caso esse sistema dê pane outra vez...É, tô aprendendo...Só falta aprender a colocar aquele contador legalzinho no canto, mas para isso, vou esperar e ver se o Bob me responde o meu mail para me dar um help. Se alguém quiser ajudar, estou aberta a sugestões!!!
Carol
12/26/2002 02:30:46 AM

Quarta-feira, Dezembro 25, 2002
Tá, como diz a minha chefe lusitana..."Como o prometido é devido", vou contar sobre a festa da Batgirl_Frustrada...

Bem, tudo começou quando a turma da faculdade tava organizando essa festa para angariar fundos para a formatura, seria uma festa a fantasia, num lugar que, até então, para mim era desconhecido, apesar de ficar apenas a alguns quarteirões da minha casa.
Eu havia terminado o "namoro-casamento" com o Filho da Puta (para quem não sabe, este é o apelido carinhoso pelo qual eu me refiro ao meu ex-namorado...Não vou citar o nome dele porque não vale a pena. Só quando as minhas amigas cumprirem o que prometeram e fizerem o site:www.euodeioorene.com.br...ops, escapou...) há uma semana atrás e estava ainda meio em choque...Aí, resolvi que beberia todas! Comecei com SmirnoffIce, Keep Cooler de morango (sim, eu gosto dessa porcaria!!) e já cheguei lá meio alta.
Bem, antes é legal contar que eu estava fantasiada de Bitgirl (como se vcs não soubessem...hahahaha!) e as orelhas ficavam caindo...um verdadeiro horror! E a minha amiga_que_não_vou_citar_o_nome, estava de oncinha!!! E demos umas voltas pela cidade, assim mesmo!
Tá, o pessoal da facul combinou que chegaríamos às 11 horas, porque a produtora que organizou a nossa formatura estaria lá para filmar (sim, ficou documentado isso!!!!) e ainda: a filmagem iria passar num telão, antes da colação de grau, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para os parentes dos formando verem!!!!!!!!! hahahahahaha!!! Sim, me resta rir para não chorar, né? Imaginem vocês, eu, bêbada, de Batgirl Frustrada, passando no telão para todos os meus amigos e parentes verem (fora os desconhecidos!), antes da formatura! Isso que eu era a juramentista, ou seja, antes de recebermos o diploma, eu tive que ir ao microfone e proclamar o juramento "PROMETO EXERCER A PROFISSÃO DE ENGENHEIRO DE ALIMENTOS COM ÉTICA, DEDICAÇÃO E RESPEITO ÀS LEIS DO BRASIL; E, NO DESEMPENHO DE MINHAS ATIVIDADES, CONTRIBUIR PARA QUE TODOS, SEM DISTINÇÃO E DE FORMA PERMANENTE, TENHAM ACESSO A UMA ALIMENTAÇÃO CONDIGNA, EXIGÊNCIA MÍNIMA PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA". Isso quer dizer, uma coisa séria, né? E qual a credibilidade que eu devo ter tido, se antes de entrarmos no palco, todos viram a minha performance na festa??? Não sei...Melhor nem pensar...hihihihi...
Voltando ao assunto, ou melhor, à festa, eu cheguei lá eram umas 11:30 e...Ninguém! Absolutamente ninguém! Tá, para não dizer ninguém, tava lá um professor nosso vestido de Sheike, com um amigo. O amigo dele não estava fantasiado (se bem que meus colegas diziam que o professor estava de Said e o amigo de Lucas...hahahahaha...da novela ¿O Clone¿) nem NINGUÉM MAIS, NO BAR, ESTAVA FANTASIADO! Deixa eu explicar: O bar não foi fechado para a nossa turma, então tinham pessoas que foram para lá só pra beber alguma coisa! Já imaginaram a minha cara, quando vi a cena? E a oncinha? Ela só me dizia:

- Não acredito que estamos passando essa vergonha de sermos as únicas fantasiada assim...
- Não, calma, oncinha...meu professor também tá fantasiado...hehehe...

Tá, começamos a beber cerveja e mais cerveja, só que ela é muito mais contida que eu, né? O pessoal foi chegando e, para alívio nosso, vinham todos fantasiados...A produtora chegou, o professor que foi paraninfo (vestido de Rastafari!! Uma figuraça!), e tudo mais.

E eu, só entornando cerveja, whisky, tudo que continha álcool e que não era material de limpeza...Lá pelas tantas, chega a minha irmã e uns amigos. Ela tava de diabinha.

Eu via o fotógrafo e o cara que filmava e já saía correndo, ao encontro deles (sério, acreditem...), para sair nas fotos! Só não me perguntem o porquê...Bebida é mesmo um mal muito sério...
Muita bebida depois (e um tombo que me deixou um ematoma gigantesco na perna e eu só fui lembrar no dia seguinte...), estavámos eu a minha irmã e a oncinha (na verdade, não lembro se a oncinha tava junto, ou se já estava com um bonitinho que ela arrumou por lá...hehehe...nem sei como lembro dessa história toda, tal era meu estado alcoólico...) no bar, já era meio fim de noite e tal. Aí eu disse:

- Só pra arrematar, vou tomar mais alguma coisa...

A oncinha e a minha irmã, achando que eu iria tomar uma coca cola, ou algo assim e eu:

- Garçon! Me dá uma tequilinha, só pra finalizar...

Elas não acreditavam...Virei a tequila e nisso, se aproxima um cara da minha irmã...bonitinho, até...Eu olhei, seriamente para ele e disse:

- Como é que é teu nome? Heim?
- Fulano de tal...
- Do Quê? Qual teu sobrenome? - Bem séria, só pra sacanear...
- É Gralha.- dizia o rapaz, já meio sem jeito...

Aí, não me aguentei, né? Eu olhava para ele com aquela cara de bêbada (mas muito séria) e dizia...

- Ô Gralha...E aí? Tu tá fantasiado de quê? Heim, Gralha?
- De aleijado - ele tava com umas bandagens, uns esparadrapos na cara, eu até achei que ele tava de múmia...
- E daí, Gralha? Minha irmã tá de diaba, tu da de aleijado...E aí? Eu não tenho nada, naaaada a ver com isso...

Ou seja, tava falando coisas sem nenhum nexo, e o coitado não tava entendendo nada...hehehe...a minha irmã só ria.

PAUSA:
a oncinha acaba de me ligar e eu contei que estava escrevendo sobre essa festa...rimos muuuiiittooo. É que o legal desse monte de coisas sem nexo que eu falava pro Gralha, é a entonação...Quem me conhece já imagina, eu bem séria, dizendo "Gralha, e aí" "E aí?"
FIM DA PAUSA

Lá pelas tantas, o Gralha já não aguentava mais eu pegando no pé e sacaneando com ele, e ele começou a sair de fininho...Aí, eu dei uma puxadinha na gola da camisa dele e perguntei:

- Ô Gralha...Graaa-lhaaa. Onde é que tu pensa que vai?
- Vou ali no banheiro...
- Olha aqui, Ó...Gralha...Tu vai num pé e volta noutro, ouviu?

E eu falava bem sério, só pra sacanear...A minhar irmã, nessas alturas não aguentou, né? Caiu na gargalhada! Hahahahahahaha...É, o Gralha marcou nossas vidas...hehehe...Hoje já virou jargão, meu e dos meus amigos, a expressão: "E daí? Eu não tenho nada, naaaada a ver com isso.".

Tá a noite terminou assim:
Eu já não aguentava mais aquela festa, estava bebum, cansada, triste (por causa do Filho da Puta), queria ir embora. Cheguei para a oncinha, que já tava com o bonitinho dela, e disse:

- Olha só, oncinha...Eu já voooltooo (leia-se um "volto com sotaque de bebum")
- Carol, onde é que tu vai?
- Vou ali, óóó´....- e apontei pro nada...
- Carol, peraí...Deixa a bolsa aqui comigo...
- Nãããão...Não precisa...

E fui saindo. Saí da festa e, ali da rua, liguei para minha mãe...(foi uma época em que eu havia voltado a morar na casa dos meus pais)...

- Mãe...Mãããe...Não tô muito bem?
- Quê que você tem, minha filha - isso eram mais ou menos 4 e meia da manhã. Claro que na hora eu não tinha idéia de que horas eram...só fui saber no dia seguinte, quando comecei a conferir as ligações feitas (bêbada e celular não dão certo...nunca se sabe...eu poderia ter ligado para qualquer um...Mas graças a Deus eu tava quase sem bateria)...

- Aaahhh, mãããe...Não tô bem, sabe? Quero ir embora...
- E a oncinha, minha filha? Volta com ela...
- Nããão, mãããe...ela tá lá na festa e tá se divertindo, não quelo estlagall (leia-se estragar, com voz de bêbada) a feéista dela...
- Então pega um táxi, minha filha...
- Não, mãããe...Eu gastei todo o meu dinheiro...Nãão tenhu nenhum tozztão pla pagall o táxi...
- Minha filha...pegue um táxi que eu deço, te espero lá embaixo e pago (é, ela é um anjo, mesmo...)
- Táááá ...

Nisso, estavam saindo da festa meu professor, o paraninfo, que é um dos meus melhores amigos...Ele é jovem pra caramba, acho que deve ter uns 32, 33 anos. Nós trabalhamos juntos por 2 anos, eu fui estagiária dele. Também fui madrinha de casamento. Ele já jantou aqui em casa e conhece meus pais. A minha mãe, quando fazia feijoada, sempre mandava um "potinho" pra ele, que adorava...Tá, vcs devem estar se perguntando "E daí? Eu não tenho naaada a ver com isso...". Eu sei, mas tinha que explicar a nossa relação, para vcs entenderem... Aí ele pegou o telefone da minha mão e disse:

- Oi, dona Beth...Aqui é o Rastafari (resolvi não identificar ninguém pelo nome...melhor chamá-los pela fantasia que eles estavam...). Pode deixar que eu e a Cleópatra (esposa dele) vamos levar a Carolina em casa...Não, não...Tá tudo bem...ela só bebeu um pouco (imagine se tivesse bebido muito...hehehe...claro que ele não disse isso, mas deve ter pensado...hahaha), mas não se preocupe...

Claro que eu não queria, fiquei dizendo que não precisava e tal, mas quando vi, já tava no carro. E isso foi a última coisa que eu lembro, até umas duas horas depois, quando acordo com o celular tocando...era a oncinha...Tinha me esquecido dela...

- Carooool! Onde é que tu tá? - gritando, lógico.
- Tô em casa, dormindo...
- E puft! Acabou de vez a bateria, mas ela pelo menos sabia que eu estava sã e salva (nem tããão salva assim, né?).

No dia seguinte, acordei às 9 da matina...Com a consciência tão pesada...Sei lá, a bebedeira me deixa assim, no dia seguinte...Aí, liguei para ela (oncinha):

- Oi...olha só...só queria saber uma coisa...Como é que eu voltei para casa?
- Carol, não sei! Realmente não sei! - furiosa comigo... - Só me deixa dormir, porque eu estou dormindo a menos de duas horas!

E puft...desligou. Depois a minha mãe me deu os detalhes da minha volta...vomitei até a alma...hehehe...Passei uma semana com medo de falar com o Rastafari...Não lembrava se tinha vomitado no carro dele...HAHAHAHAHAHAHAHA!
É isso aí!
O filme da festa realmente passou no telão, no dia da formatura...Mas tava todo mundo muito bêbado. Claro, ninguém chegou no extremo que eu cheguei, mas tudo bem...Já as fotos...prefiro nem comentar. Só posso dizer que a oncinha foi comigo, buscá-las e tivemos um acesso de riso (eu meio que chorava, também, de tão lastimável...outra hora me inspiro no Bob e publico a melhorzinha...)!

Carol
12/25/2002 07:54:30 PM

Tá...Desculpa...Eu sei que isso aqui não nem o muro das lamentações, nem mural de recados idiotas, mas preciso mandar mais um recadinho para o Lobo_Mau: CADÊ VOCÊ?????????
Carol
12/25/2002 06:13:29 PM

Recadinho pro verdadeiro Lobo_Mau:Tá, vc viu que eu tava bebum...Então, releva!!! "Eu te adoro" soa bem melhor, mas não vou apagar, porque na bebedeira...É engraçado deixar documentado o efeito do álcool na mente das pessoas...
Recadinho para as pesoas (a quem interessar, afinal...): Viram só o que o álcool faz com a gente? Não bebam muito...Ou pelo menos, não bebam e saiam por aí, escrevendo coisas nos seus blogs...Nem mails, e muito menos: Não bebam e telefonem para os outros na madrugada!
Recadinho para os que não bebem:Desliguem sempre seus telefones celulares! Pode haver uma Carol-Louca por perto que resolva telefonar na madruga, bebum, só para dizer o quanto vcs são importantes...
Hahahahaha...
Mas é sério....

Carol
12/25/2002 06:10:02 PM

Caraca!!!!!!!
Esqueci que o Bob usa a fantasia do Lobo, na peça dele!!!!
Recadinho pra ele: Bob, o Lobo_Mau citado no post anterior não é tu, tá?
É outro...
Não, só pra contar...Por via das dúvidas...

Carol
12/25/2002 06:01:51 PM

Aê, Galera!!!!
Só estou escrevendo porque eu sei que, pelo menos ele vai ler... Ele me disse que sempre lê meu blog....Heim, LoboMau?
Tô completamente bebum...são 5 da manhã e eu estou muito, muito bebum!!! Sei lá como é que é o Natal de vocês, mas o meu começou bem cedo... 8 e meia da noite já estávamos trocando presentes! É isso aí, ganhei uma secretária eletrônica! Para vocês pararem de encher a paciência... Daqui a algum tempo, quando ligarem, se eu não estiver em casa....Beleza...É só deixar um recadinho e era isso aí!!!!!
Tá, não vou negar que é isso aí...Tô completamente bebum!!! Nem vou conferir o que estou escrevendo!!!!!!!!
Ainda bem que o "telefone móvel" para o qual tentei ligar estava fora da área! E tu...obrigadinha por ter telefonado!!!! Vou ligar-te tomrorow morning! Ainda bem que minha mãe sabe do que se trata!
Estou muito afim de contar da festa de hoje!!!!
Olha só...Tudo começou pelas dez da noite! Na minha casa, todo mundo trocou os presentes pelas 8, 8 e pouco... Depois, fui pra casa da Rê, onde faríamos a "concentração" para a night....Tomamos de tudo um pouco e pela 1 da manhã fomos embora, para a festa do Country Club!
Na festa, teríamos vários brindes e por isso, eu entrei diversas vezes na fila de entrada, com pessoas diferentes...Mas não adiantou...Ganhei brindes tolos (1 monte de prendedores de cabelo...)...E muita bebida de graça!!!!!!! Ou achas que estaria assim por nada...
Amanhã eu conto mais!
Só vou deixar escrito uma coisinha...pro Lobo_Mau do meu coração...
Tá...amahã vou me arrepender de Ter te escrito isso...Mas...
TE AMO!!!!

Ligo-te amanhã!
Beijinhos da Carolzinha bebum!!!!

Carol
12/25/2002 06:38:25 AM

Segunda-feira, Dezembro 23, 2002
Bem, bem...Mais calma agora (veja que horas são)...Aquele telefonema foi imprescindível, mas acho que vou ficar tensa quando vir a conta de telefone...hihihi...
Tenho que escrever, para contar sobre a festa à fantasia de batgirl frustrada, mas estou realmente cansada. Estou ainda me recuperando de ontem! O churras da turma durou só 15 horas (das 14:30hs até às 5:30 da manhã seguinte)!!! O trago foi forte, fortíssimo, diria até violento. Mas quer saber? FODA-SE! É muito bom poder rever e beber com amigos tão antigos e tão queridos! Teve até banho de piscina de roupa e tudo! Champagne, cerveja, vinho, wisky com Red Bull, batidinha de vodka e abacaxi...e sei lá mais o quê! Mas o "reveillon" da turma mereceu. Completamos 12 anos de amizade!!
Hoje fiquei em casa, matando a saudade da minha videoteca. É, ainda não levei meus videos para o Rio, mas...PROVIDENCIANDO!! E Bob...Não te anima não, porque não são videos pornôs, viu? hehehe...
Hoje assisti "Corações Apaixonados" e "Beleza Roubada". Queria ver, agora "Betty Blue", mas acho que é melhor partir para algo um pouco mais levezinho.
Té mais!

Carol
12/23/2002 02:48:18 AM

Domingo, Dezembro 22, 2002
Dilema do Adeus

Quero dizer-te adeus
e não encontro palavra
para dizer-te adeus.

Simplesmente adeus
não traduz o que sinto
por fora e por dentro
ao dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e não encontro sentido
para dizer-te adeus.

Certamente adeus
não arranca de mim
a vontade de ficar
para dizer-te um adeus-sem-fim.

Quero dizer-te adeus
e dissolver todas as lembranças
e apagar a esperança
de rever um dia depois do adeus.

Quero dizer-te adeus
e não encontro coragem
para dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
para que o tempo passe
as rugas e as pedras apareçam
e ainda assim dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e não encontro caminho
para dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e mansamente sumir na estrada
assim calada, no silêncio profundo
ao dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e não encontro o tempo certo
para dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
na monotonia das palavras vãs,
na agonia da consciência cristã
que só permite dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e poder ser a mesma
depois do adeus.

Quero dizer-te adeus
e sair incólume
desse encontro inesperado
e ter a certeza de dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e continuar como antes,
antes e depois de dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
na busca frenética de mil adeuses
na cena erótica de um quarto vazio
para conseguir dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
tantas e quantas vezes for preciso
pois só assim me conscientizo
de que é preciso dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
no anoitecer de um dia claro
no afã de um beijo desesperado
e encontrar força para dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
na transparência das minhas lágrimas
e no mesmo instante afogar-me em mágoas
para poder dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
na busca do absurdo
do acaso surdo e mudo
daquele encontro que tornou-se adeus.

Quero dizer-te adeus
quantas vezes eu já nem sei
quantas noite eu vaguei
na busca infinita de dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
pelos motivos que já sabemos
porém não cremos
por isso tão difícil dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e interromper este dilema
deixar mudo este poema
e silenciar este adeus.

Quero dizer-te adeus
no afã de um suspiro profundo
no elã de um olhar fecundo
e pronunciar docemente o adeus.

Quero dizer-te adeus
nas entrelinhas de uma poesia obscena,
no jogar pelo chão esta paixão terrena
sair correndo e dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
como um raio que fulmina,
como uma bebida que alucina,
bruscamente, dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
e poder cair no esquecimento
pois não pensarei no tormento
quero simplesmente dizer-te adeus.

Quero dizer-te adeus
na rapidez de um trem veloz,
não quero que ouças a minha voz,
quando gritar finalmente,

ADEUS.

Carol
12/22/2002 06:13:22 PM

Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas. Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas. Depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou. Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante. Provavelmente iremos pela a vida afora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas, cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem. Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas, outras superficiais porém com algum significado também. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los. Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo. Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de Natal, uma palavra amiga num momento preciso. Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital. Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso. Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo. Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós. Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, quem sabe haverá algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa. Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si. Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades. Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.
Carol
12/22/2002 05:56:59 PM

AAAhhhh...
Neruda é FODA mesmo, né?
Olha só:

S A U D A D E É S O L I D Ã O

Pablo Neruda

"...Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."

Carol
12/22/2002 05:49:22 PM

É, eles foram muito felizes com essa letra...Segue!

Só Hoje
Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito

Nem que seja só pra te levar pra casa

Depois de um dia normal

Olhar teus olhos de promessas fáceis

Te beijar a boca de um jeito que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar

Sentir teu cheiro de roupa limpa

Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua

Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria

Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar

Me dizendo que eu sou causador da tua insônia

Que eu faço tudo errado sempre

Hoje preciso de você

Com qualquer humor, com qualquer sorriso

Hoje só tua presença

Vai me deixar feliz

Só hoje

Carol
12/22/2002 05:45:11 PM

Agora, vou colocar aqui um texto que eu gosto muito, muito, muito.
" Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra
uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada,
Se ele tem assistido as aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial,
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Skol,
Se ela continua preferindo suco,
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
Se ele continua cantando tão bem,
Se ela continua adorando o Mac Donald´s,
Se ele continua amando,
Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."

Carol
12/22/2002 05:43:28 PM

Viu só? Ainda bem que não desisti e comecei a escrever, tudo de novo. Ficou melhor do que antes...Desistir é muito fácil.
Carol
12/22/2002 05:37:36 PM

Pois é, mais um ano passou. Natal...Eu fico muito mais introspectiva nessa época. Fico pensando em como a vida da gente é complicada.
E a vida da gente é complicada mesmo. Cá estou, em POA, na casa dos meus pais, com eles, com a minha irmã, com a minha cachorrinha...Essa noite, depois de muito tempo, eu dormi no meu antigo quarto. Pude voltar a me sentir como me sentia há meses atrás, aquela segurança, ou seria falsa sensação de segurança? Tenho meus amigos de infância por perto e até um antigo amor, que não via há algum tempo. Mas ainda assim, sinto uma sensação de vazio no peito.
Esse foi realmente um ano de muitas mudanças. Um ano diferente. Tá bem, eu sei que cada ano é diferente do outro, mas esse, com certeza, foi o mais diferente de todos. Deixei algumas coisas para trás, coisas importantes. Deixei minha família, minha cidade, a faculdade que terminou. Deixei um grande amor. Deixei o emprego. Deixei os amigos e até minha cachorra.
Mas conquistei outras coisas tão importantes. Conquistei um outro emprego, muito melhor do que o antigo. Conquistei e estou conquistando outra cidade, outros amigos. Conquistei um novo grande amor. Conquistei a minha liberdade, pessoal e financeira. Acho que estou no caminho de conseguir, definitivamente, conquistar a mim mesma. Consegui aprender a ser sozinha. Claro, tenho meus altos e baixos, tenho momentos que se alternam entre felicidade e tristeza profundas. Mas é normal, um passo de cada vez. Este ano eu aprendi uma coisa muito, muito importante: aprendi que posso ter paciência, consigo ser paciente. Não sei se gosto disso, mas agora eu sei que consigo.
Na verdade, acho que, contabilizando, as conquistas foram maiores do que as perdas. Mas foram mudanças e as mudanças não são, nunca, fáceis. E por isso, esse foi, definitivamente, um ano muito, muito difícil.
Há exatos 8 anos eu não passava um natal sem namorado. Tantos natais e diversos namorados. Um diferente do outro, cada um com seu jeito único. E eu amei cada um de um jeito único. Uns amei mais, outros menos. De uns, não gosto nem de lembrar que namorei, outros continuam sendo muito especiais pra mim e tenho orgulho por terem me deixado participar de suas vidas, compartilhar segredos, momentos, preocupações. Compartilhar o amor, compartilhar o natal, os aniversários, passar por momentos muito difíceis, e por outros muito felizes ao lado deles.
Bem, final de ano é sempre assim, a gente começa a fazer planos, a contabilizar nossas vitórias e derrotas no ano que passou. O que eu espero do próximo ano? Espero muita coisa, mas o principal é que seja um ano com muita esperança. Quero conseguir realizar meus planos, quero emagrecer. Quero esquecer este amor. Quero encontrar um outro amor. Quero continuar amando o meu trabalho. Quero me dedicar mais a ele. Quero voltar a praticar Yôga, quero fazer ginástica. Quero viajar, voltar a lugares que eu amei. Quero conhecer lugares novos. Quero firmar cada vez mais as grandes amizades que eu tenho. Quero fazer mais amigos. Quero continuar escrevendo o meu livro. Quero cantar, quero dançar. Quero fazer coisas que já fiz e já gostei. Quero experimentar coisas novas. Quero comer menos besteiras. Quero beber menos. Quero provar pratos que nunca provei, e quero apreciá-los. Quero perdoar mais, os outros e a mim mesma. Quero compreender melhor os meus defeitos e os dos outros. Quero aceitar melhor as minhas qualidades. Quero acabar com ressentimentos antigos. Quero me arriscar mais. Quero ir à praia, quero ir ao campo. Quero guardar dinheiro. Quero gastar dinheiro quando der vontade. Quero dar muitos presentes e ver a cara das pessoas, a reação delas, diante dos presentes. Quero lembrar muitas coisas boas, quero esquecer as ruins. Quero ser lembrada por quem eu amo. Quero amar e demonstrar meu amor. E quero ser amada.
Quanto ¿querer¿... Mas afinal, não é disso que trata a esperança? Querer, desejar. Conseguir desejar, sem medo de se decepcionar. Conseguir desejar, apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, de todos os desafios que a vida nos impõe. Porque a vida, certas vezes, nos impõe desafios que nos faz ter medo de não conseguir vencer, que nos preenche a cabeça, nos enche de preocupações. E aí a gente acaba esquecendo de desejar coisas, de fazer planos, de ter metas. É isso que eu não quero.
Pra ser sincera, acredito que já estou começando a me arriscar, estou PROVIDENCIANDO! É, eu tenho noção que se me arrisco, corro o risco de me machucar. Mas eu quero correr este risco. Só assim que a gente sabe se consegue ou não algo que desejamos. Temos que jogar na loteria para ter chances de ganhar. Sem ficar pensando no preço do bilhete. Eu quero jogar na loteria. Eu sempre digo que não adianta dizermos para uma criança, ¿Não suba na árvore, você pode cair¿. Porque ela tem que aprender que subindo, ela corre o risco de cair. Caindo, ela sente dor e aprende. Mas ela deve ter a chance de escolher correr o risco. Talvez ela não caia e tenha uma linda vista, lá de cima. Talvez ela caia e desista de tentar, ou se machuque demais e não possa subir outra vez. Talvez ela caia e tente outra vez, sem cometer o mesmo erro de antes, até que um dia ela consegue subir e não cair. Aí, ao ver aquela paisagem, lá de cima, ela vai pensar que valeu a pena. Não pela vista ser bonita, ou não só por isso. Mas porque ela aprendeu com essa experiência. O que acontece é que, quando amamos alguém, temos medo de que essa pessoa se machuque, não queremos vê-la sofrer. Por isso, muita gente que gosta de mim, tem medo que eu me arrisque demais.
Sei que me arrisquei, quando escrevi aquele mail para ele (o qual, ainda não recebi resposta. Talvez seja essa ausência, a sua resposta, não sei.). E corri o risco de perdê-lo... Mas espera aí? Não posso perder algo que não tenho. E eu nunca o tive. É, eu sei que ele me amou. Com todas as restrições dele, ele me amou. E ele sabe que eu o amo. Mas não pode fazer nada. Não pode se arriscar. Não quer correr o risco de perder o certo, pelo duvidoso. Prudente, até. Mas ele nunca vai saber se deixou de aproveitar uma grande chance que a vida ofereceu. Uma chance de recomeçar, de fazer tudo outra vez, de dar um giro de 180°, de escrever outra história.
É, talvez ele consiga ter certeza de que não quer isso e pronto. Quer continuar a vida dele como está. Confortavelmente. Eu não sei se posso fazer alguma coisa. Só sei que não posso interferir mais do que já interferi. E sei, ainda o que vai acontecer com este amor. Já escrevi para ele, contando o que acontece nesses casos. A gente vai guardar esse amor numa gavetinha, lá no fundo do coração (aquela onde guardamos coisas valiosas, mas tão valiosas que chega a doer, só de pensar que são nossas, de pensar que podemos perdê-las) e deixá-lo lá, seguro, para ser esquecido. E aquele perfume e aquela música que nos fazia lembrar do outro, vão começar a passar mais e mais despercebidos.
As nossas vidas vão continuar, vamos amar outras pessoas, vamos ter novas preocupações. Os desafios e obstáculos que teremos que ultrapassar vão nos deixar tão ocupados, que nem lembramos de abrir aquela gaveta. Até que um dia, sem nenhuma razão, sem nenhum motivo aparente, aquela gaveta que já estava até meio emperrada, com teias de aranha e cheia de pó, se abre de repente. E num impulso, lembramos daquela pessoa que amamos um dia. Lembramos tão intensamente que quase conseguimos sentir seu perfume, como se ela estivesse ali, ao nosso lado. A música que nos fazia pensar nessa pessoa volta a nossa mente, como se alguém tivesse simplesmente apertado o play e o cd começasse a tocar, conseguiremos lembrar da letra e da melodia. E muitas perguntas vão ser formuladas: ¿Será que ele(a) está bem?¿ ; ¿ Será que continua belo (a)?¿ ; ¿Será que está casado (a)?¿; ¿Será que tem filhos?¿; ¿Será que lembra de mim?¿. Infinitas perguntas sem resposta. Até que a mais cruel delas vai surgir e vamos nos perguntar como é que a nossa vida seria se tivéssemos vivido aquele amor. Se tivéssemos nos permitido arriscar, se tivéssemos dado aquele giro.
Nessa hora, poderemos pensar que foi bom não termos feito nada disso, que deixando de viver aquele amor, acabamos vivendo coisas importantes, conhecendo outros amores, feito coisas que seriam impossíveis se tivéssemos escolhido o outro caminho. Mas a verdade é que nunca saberemos. É que o momento já passou e as escolhas já foram feitas. Agora, só resta guardar todas as lembranças na mesma gavetinha. Mas dessa vez, vamos tentar esconder mais ainda a gaveta, vamos tentar trancá-la, porque nos fará mal lembrar disso, outra vez. Não queremos arriscar-nos a que ela se abra assim, repentinamente, outra vez. Ou talvez, inconscientemente, tentaremos guardar tudo bem guardado, melhor do que antes, porque será uma lembrança tão valiosa que não vamos querer correr o risco de perdê-la.
E então, de volta a vida real, ainda poderemos pensar: ¿...Afinal, não podemos nos arriscar sempre, amar todos da mesma forma¿.

PS- ainda não comprei o seu perfume, como disse que faria. Mas vou comprá-lo, porque quero sentir, pelo menos, o seu cheiro, sempre que der vontade.

Carol
12/22/2002 05:36:34 PM

Não acredito que perdi tudo que escrevi nos últimos 90 minutos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Que porra de sistema é esse, meu DEUS????????????????????????????/

Carol
12/22/2002 03:27:17 PM

Sexta-feira, Dezembro 20, 2002
Engraçado...Parece que foi há tanto tempo atrás que eu subia naquele terraço, com o coração batendo forte, sabendo que ele estava lá, me esperando. às vezes eu subia e ele vinha logo depois, aí eu esperava com o coração batendo, batendo, batendo...Agora ir para lá já não tem a mesma graça. A vista continua bonita, mas a beleza soa um pouco triste. Enquanto eu podia ter aquele sentimento dentro de mim, ainda era suportável, mas agora, parece que não vou aguentar.
Todo mundo diz que sentir saudades dói. Mas eu descobri uma coisa que dói mais: não sentir nada. O vazio, o vácuo, a ausência de amor. Pode ter certeza que isso dói muito mais. É, eu sei que já disse isso.
Estive lá no nosso banco, agora há pouco. E pensei nisso. Pô, é tão mais fácil pra ele.
Só me resta esperar. Esperar que passe esse sentimento de vazio, de mágoa. Ler os mails antigos e lembrar de como era bom. Mas a gente já sabia que seri assim, né?
A despedida era inevitável (?).
Por que é que eu sempre acho que, comigo vai ser diferente?
A verdade é que estou morrendo de vontade escrever para ele, mas sei que não vale a pena. Então, vou desabafando assim, mesmo.
Isso passa, isso passa. Como já escreveu Clarice Lispector: "A gente se acostuma".
Só que não queria me acostumar. Queria estar em outro lugar, fazendo outra coisa. Fazendo história, inventando históra. É...esse tempo já se foi. Agora a história já está toda escrita, e já tem um "The End", no final. E o pior, tem um ponto final que não é precedido por um "To be continued".
Há muito tempo eu não sentia o que senti, o que sinto. Há muito tempo eu não falava tão abertamente sobre meus sentimentos. Está sendo muito bom poder desabafar, mesmo que eu saiba que ele não vai ler essas palavras.
Bem, bem...isso vai mudar. Quando o ano começar, vai ser muito melhor. Quando eu voltar naquele terraço, quero ter uma vaga lembrança de que já fui feliz lá em cima. E eu vou estar tão animada que vou até escrever sobre a festa à fantasia que comentei no outro post.
Prometo.

Carol
12/20/2002 09:35:06 AM

Quinta-feira, Dezembro 19, 2002
AÊ, BOB!!!! HAHAHAHAHA...Tava lendo sobre a festa à fantasia que vc foi vestido de padre...hahaha! Tenho que contar da festa à fantasia que eu fui vestida de Batgirl Frustrada!!! Sim, era frustrada porque as orelhas teimavam em cair!!! Parecia cachorro sem dono...Mas agora não vai dar, tenho que entregar este projeto amanhã e falta muuuiiiittoooo para terminar!
Neste tempo, lá em POA, eu dou um jeito de escrever, OK?

Carol
12/19/2002 05:29:05 PM

Sabe que eu nem sei se ele vai ler isso aqui. Eu sei que ele sabe que estou triste. Mas é impressionante como as coisas parecem piores para mim. Que saco! Esse blog não era para parecer o muro das lamentações...Mas fazer o quê?
Também não posso ficar falando sobre coisas engraçadas, episódios inéditos, se na verdade me sinto péssima! Iria soar muito falso!

Carol
12/19/2002 01:15:34 PM

Caraca! Como é que pode? Estava tudo bem...Até sábado, ou domingo...Tudo ia bem. De repente, tudo desandou, sem mais nem menos, sem pedir licença nem nada.
Tudo que era felicidade, agora se transforma numa angústia tal, que parece que meu coração vai explodir em poucos segundos! Assim mesmo: "seu coração se auto-destruirá em 5 segundos. 5...4...3...2...1!!!!!!!!!
Tá, eu sei que vai passar, sempre passou. Mas ainda assim, continua doendo. Porque é que o fato de saber que vai passar não diminui a dor?
Não, não digo que não consigo ser feliz. Claro que consigo, mas acho que tenho que aprender melhor, com BOB, a ver coisas boas em cada instante. A rir das coisas, sem sentir culpa. A rir de si mesmo. A ser feliz até nos momentos mais inusitados.
Tô tentando, tá Bob?

Porra, acabei de receber um mail, como se nada estivesse acontecendo, terminando com "beijinhos". É foda!

Carol
12/19/2002 12:20:25 PM

Sábado, Dezembro 14, 2002
Espero que o seu compromisso tenha sido de alguma forma interessante. Na verdade eu sei que foi interessante!
Foi legal, divertido...Bobagem minha, só!
Eu estou saindo do trabalho e vou pra casa. Vou enfrentar mais uma night em casa, pensando em ti!
E tu...vê se pensa em mim, também.

"Não importa o lugar,
Pensa em mim...
Não gostaria de saber que fui esquecida...
E gostaria de sentir que estou do teu lado,
Fazendo companhia no silêncio dos teus pensamentos.
Pensa em mim...
nem que seja por um segundo...
É uma necessidade muito grande de poder saber
Que se é realmente importante para alguém.
Pensa em mim...
Não somente quando estiveres só,
Mas quando sentires o tempo voar...
Quando sentires que o fim de semana está para chegar...
Pensa em mim...
Não com saudade, mas com vontade e certeza de que
Caminhando entre os campos me encontrarás...
Pensa em mim com alegria...
Pois a verdade é que pensarei em ti...
Onde quer que eu esteja..."


Tá bem...é só porque essa é a primeira vez que estou escrevendo que tem tanta bobagem assim.
Vou melhorar! Prometo! (lembra da nossa conversa sobre as promessas?)

Carol
12/14/2002 08:12:26 PM

Hoje vou escrever pra vc, contando sobre essa página...Já disse, pelo menos desse jeito, você não vai ter sua caixa postal lotada com quinquilharias escritas por mim, a todo o momento, né?
Já sabe que eu estou escrevendo pra ti, mesmo!
Só pra lembrar: tenho saudades!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vem logo me ver!

Carol
12/14/2002 08:05:21 PM

sábado...trabalho...PERAÍ! Trabalho? Isso foi tudo, menos trabalhar!
Pelo menos pude falar com ele, um pouquinho, mas...já valeu a pena!

Carol
12/14/2002 07:59:21 PM

ai, ai...QUERO SÓ VER SE VAI FUNCIONAR...
Carol
12/14/2002 07:49:43 PM

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